O MUNDO NÃO CONFIA MAIS NO DÓLAR?

Watch on YouTube ↗  |  January 13, 2026 at 00:00  |  16:45  |  Market Makers
Speakers
Ricardo Kazan — Gestor, Legacy Capital
José Rocha — CIO, Dhalia Capital
Thiago Salomão — CEO Marketmakers

Summary

O corte discute a mudança estrutural no mercado de ouro após a guerra da Ucrânia, com bancos centrais comprando o metal para diversificar reservas e a correlação com juros americanos se rompendo. Em seguida, os convidados ampliam a tese para outras commodities metálicas, atribuindo a alta ao redesenho geopolítico, ao encurtamento de cadeias produtivas e à política de dólar fraco/debasement dos EUA. O Brasil aparece como beneficiário por ser exportador de commodities, com destaque para EWZ, real, energia, alimentos e reservas de terras raras.

  • Guerra da Ucrânia e congelamento de reservas russas mudaram a demanda por ouro.
  • Bancos centrais compram cerca de 70 toneladas de ouro por mês, contra 15 antes.
  • Correlação histórica do ouro com juros americanos teria se rompido.
  • Convidados veem alta estrutural em metais como cobre, platina, terras raras e minério de ferro.
  • Política de Trump é descrita como dólar fraco, tarifas e debasement fiscal-monetário.
  • Fed mais dovish e possível revalorização do yuan reforçariam dólar fraco.
  • Brasil é apontado como beneficiário por commodities, energia, alimentos e terras raras.
  • Riscos: demanda por joias cai com preço alto e terras raras carecem de capacidade de refino.
Ideas
Ricardo Kazan Gestor, Legacy Capital 0:49
Ouro sustentado por compras de bancos centrais
O ouro entrou em um mercado estruturalmente diferente após a invasão da Ucrânia: bancos centrais, especialmente de países não alinhados aos EUA, passaram a comprar cerca de 70 toneladas por mês contra 15 antes, para diversificar reservas após o congelamento de ativos russos. Isso quebrou a correlação histórica do ouro com os juros americanos, porque a demanda de banco central se somou à demanda de investimento, que continua favorecida se o Fed cortar juros. A demanda por joias caiu com o preço alto, mas é menos relevante, deixando o ouro sustentado por fluxos estruturais de reservas e investimento.
José Rocha CIO, Dhalia Capital 6:23
Metais favorecidos por geopolítica e dólar fraco
José Rocha vê uma alta estrutural em commodities metálicas além do ouro: platina, cobre, terras raras e, mais recentemente, minério de ferro. O primeiro vetor é o redesenho da ordem mundial, com países diversificando reservas e encurtando cadeias produtivas para reduzir dependência dos EUA e da China, o que exige mais matérias-primas. O segundo é a política macro dos EUA, com Trump buscando dólar fraco, tarifas, possível revalorização do yuan e combinação de fiscal frouxo com monetário frouxo, gerando debasement cambial que favorece ativos reais e metais.
José Rocha CIO, Dhalia Capital 8:08
Dólar enfraquece com política econômica frouxa
José Rocha argumenta que os EUA estão perseguindo uma política de dólar fraco e debasement da moeda. Trump usa tarifas e pressiona a China a revalorizar o yuan; o pacote fiscal frouxo do Big Beautiful Bill estimula crescimento e inflação, enquanto a pressão sobre o Fed e a iminente troca de presidência tendem a produzir um Fed mais dovish, mantendo juros baixos. A combinação de fiscal frouxo com monetário frouxo deprecia o dólar, que perde valor não só contra outras moedas, mas também contra ativos reais.
José Rocha CIO, Dhalia Capital 15:15
Brasil ganha com dólar fraco e commodities
José Rocha vê o Brasil como beneficiário direto do mix de política econômica dos EUA e da busca por ativos reais. O país exporta commodities como minério de ferro, petróleo e alimentos, então o dólar fraco e a demanda global por matérias-primas ajudam a bolsa brasileira e o real. Ele cita explicitamente o EWZ como forma de expressar essa melhora.
Ricardo Kazan Gestor, Legacy Capital 15:42
Brasil bem posicionado em energia e alimentos
Ricardo Kazan acrescenta que o Brasil tem posição estratégica favorável para os próximos anos, com vantagens em energia e alimentos. Ele usa a analogia do dinheiro achado no bolso do terno para as terras raras: o Brasil tem a segunda maior reserva mundial, mas ainda não tem capacidade de refino e negociação com EUA ou China. Mesmo assim, o país está bem posicionado em várias frentes ligadas a commodities.
Up Next

This Market Makers video, published January 13, 2026, features Ricardo Kazan, José Rocha discussing GLD, COPPER, PPLT, REMX, Iron Ore, USD, EWZ, BRL. 5 trade ideas extracted by AI with direction and confidence scoring.

Speakers: Ricardo Kazan, José Rocha  · Tickers: GLD, COPPER, PPLT, REMX, Iron Ore, USD, EWZ, BRL