Summary
Filipe Medeiros, CEO da AAWZ, argumenta que o modelo comissionado gerou uma enxurrada de produtos inadequados ao varejo, como CRIs e debêntures, e que a transição para o modelo fee-based (Fee Based) deve transformar a indústria financeira. O principal beneficiário serão os ETFs brasileiros, que hoje representam cerca de 1% do mercado e podem chegar a 10% em cinco anos, replicando a trajetória observada nos EUA com o crescimento dos RIAs fee-only.
- Modelo comissionado incentivou distribuição de CRIs/CRAs e debêntures de alto risco para o varejo, causando elevadas taxas de inadimplência.
- Caso Banco Master foi menos grave; clientes perderam apenas contra o CDI, mas revelou a busca cega por rentabilidade.
- No modelo fee-based (Fee Based), o assessor recebe do cliente e não depende de comissões, alinhando interesses.
- ETFs no Brasil ainda têm participação ínfima (~1%), mas crescem rapidamente e podem atingir 10% em 5 anos.
- O paralelo com os EUA mostra que a indústria de ETFs decolou junto com o avanço das consultorias fee-only (RIAs).
- ETFs são baratos, fáceis de operar e mais adequados para alocação automatizada e carteiras fee-based.
- Fundos ativos (multimercados) sofrem com performance ruim, abrindo espaço adicional para os ETFs.
- A transição para fee-based pode reduzir significativamente as quebras de ativos problemáticos no varejo.