Summary
Filipe Medeiros, CEO da AAWZ, discute a grande transformação do mercado de assessoria de investimentos no Brasil, com a migração do modelo comissionado para o fee-based. Ele analisa os impactos sobre assessores, corretoras, clientes e a indústria de fundos, destacando que os ETFs serão os grandes beneficiários dessa mudança estrutural, podendo multiplicar seu market share em cinco anos.
- A assessoria comissionada não vai desaparecer, mas perderá espaço significativo, com a XP projetando 50% de seus ativos em modelo fee-based em até 5 anos.
- O modelo fee-based melhora o alinhamento de interesses e permite que o assessor atue como 'CFO da vida' do cliente, embora também tenha conflitos (ex.: não fazer realocações).
- A receita das corretoras com investimentos tende a cair com o fee-based, mas o crescimento da custódia pode compensar, como ocorreu no mercado americano.
- O caso Banco Master não teria sido evitado pelo fee-based, mas a distribuição de produtos complexos (CRIs, debêntures) para o varejo teria sido muito menor.
- Os ETFs são apontados como os grandes vencedores, podendo saltar de 1% para 10% de participação em 5 anos, impulsionados pela busca por produtos passivos e baratos.
- A inteligência artificial ainda não substitui o assessor humano, mas profissionais que usam IA ganharão eficiência; a confiança do investidor no contato humano permanece alta.
- O mercado caminha para um modelo de consultoria independente, multicustódia, o que pode reduzir o valor dos contratos de exclusividade e alterar a estrutura de remuneração.