Summary
Neste corte do Market Makers #300, o juiz criminal Carlos Eduardo Ribeiro Lemos explica por que lideranças de facções continuam comandando o crime de dentro de presídios de segurança máxima no Brasil. Ele compara o sistema prisional brasileiro com os da Espanha e dos EUA, mostrando que faltam protocolos básicos para impedir a entrada de celulares. O ponto central é o uso de advogados como canal de comunicação — permitido pelo Estatuto da Advocacia — e as estratégias de guerrilha coordenadas de dentro das unidades prisionais.
- Convidado é Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, juiz criminal e autor de "Terrorismo à Brasileira".
- Presídios brasileiros não impedem entrada de celulares, enquanto na Espanha a lógica é 'não entra celular'.
- Em 2004, líderes presos no Espírito Santo coordenaram queimas de ônibus com tática de guerrilha cronometrada.
- Lideranças como Marcola e Fernandinho Beiramar estão em presídio federal há mais de 20 anos e seguem comandando facções.
- O juiz já decretou prisão de mais de 15 advogados no Espírito Santo por levarem e trazerem comandos de facções.
- O Estatuto da Advocacia permite visitas a qualquer hora, sem limite e sem escuta, criando canal para ordens criminosas.
- Interceptação mostrou preso reclamando do excesso de advogados, inclusive visitas às 3h da manhã.
- O corte não discute ativos, mercados ou oportunidades de investimento.