COMO CHEFÃO DO PCC CONTINUA MANDANDO NO CRIME MESMO PRESO HÁ 20 ANOS?

Watch on YouTube ↗  |  January 16, 2026 at 23:00  |  7:14  |  Market Makers
Speakers
Carlos Eduardo Ribeiro Lemos — Juiz Criminal | Professor de Direito Penal e Segurança Pública | Autor de "Terrorismo à Brasileira

Summary

Neste corte do Market Makers #300, o juiz criminal Carlos Eduardo Ribeiro Lemos explica por que lideranças de facções continuam comandando o crime de dentro de presídios de segurança máxima no Brasil. Ele compara o sistema prisional brasileiro com os da Espanha e dos EUA, mostrando que faltam protocolos básicos para impedir a entrada de celulares. O ponto central é o uso de advogados como canal de comunicação — permitido pelo Estatuto da Advocacia — e as estratégias de guerrilha coordenadas de dentro das unidades prisionais.

  • Convidado é Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, juiz criminal e autor de "Terrorismo à Brasileira".
  • Presídios brasileiros não impedem entrada de celulares, enquanto na Espanha a lógica é 'não entra celular'.
  • Em 2004, líderes presos no Espírito Santo coordenaram queimas de ônibus com tática de guerrilha cronometrada.
  • Lideranças como Marcola e Fernandinho Beiramar estão em presídio federal há mais de 20 anos e seguem comandando facções.
  • O juiz já decretou prisão de mais de 15 advogados no Espírito Santo por levarem e trazerem comandos de facções.
  • O Estatuto da Advocacia permite visitas a qualquer hora, sem limite e sem escuta, criando canal para ordens criminosas.
  • Interceptação mostrou preso reclamando do excesso de advogados, inclusive visitas às 3h da manhã.
  • O corte não discute ativos, mercados ou oportunidades de investimento.
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