Summary
Guilherme Derrite, ex-Secretário de Segurança Pública de São Paulo, explica o sistema pioneiro de monitoramento de agressores de violência doméstica com tornozeleira eletrônica, georreferenciamento e inteligência artificial, integrado ao aplicativo SP Mulher Segura. O programa zerou as aproximações de vítimas entre os monitorados, mas a escala estadual enfrenta desafios de custo e necessidade de critérios de priorização.
- Derrite relata a ampliação da rede de delegacias da mulher e do registro online como resposta ao aumento de feminicídios.
- Para contornar a restrição legal, foi celebrado acordo de cooperação que permite à PM monitorar os agressores via tornozeleira no COPOM.
- O sistema usa IA para disparar alerta vermelho automaticamente quando o agressor se aproxima da residência da vítima, acionando viatura.
- Dos 383 monitorados na capital, 171 descumpriram a medida protetiva, mas nenhum conseguiu chegar perto da vítima (eficácia de 100%).
- Em 2024 foram 140 mil medidas protetivas em SP, inviabilizando o uso universal da tornozeleira; defende critérios de priorização baseados em evidências.
- O programa já foi expandido para Santos e Sorocaba, com expectativa de apoio do governador para novas ampliações.