Summary
O corte faz um balanço técnico da gestão de Fernando Haddad à frente da Fazenda, destacando a reforma tributária como principal legado positivo e apontando inconsistências do arcabouço fiscal. Mansueto Almeida e Samuel Pessoa elogiam a transparência de benefícios, a vinculação entre gasto e receita e o fim de políticas como a desoneração da folha e o PERSE. Ao mesmo tempo, criticam o forte crescimento do gasto em 2023, a reindexação de despesas e a rigidez orçamentária. O alerta central é que o ajuste fiscal exigirá um debate político explícito sobre despesa e receita, sem ilusão de que crescimento resolverá o problema.
- Reforma tributária é vista como legado positivo e reforma estrutural mais importante desde o Plano Real.
- Arcabouço fiscal tem desenho correto, mas é incompatível com indexações de salário mínimo, saúde e educação.
- Gestão Haddad avançou ao vincular novas despesas a fontes de receita e ao encerrar desoneração da folha e PERSE.
- Gasto público cresceu 12% real em 2023, ajudando a pressionar a inflação e dificultando a agenda econômica.
- Vinculações e reajustes automáticos aumentam a rigidez do orçamento e neutralizam ajustes pelo lado da receita.
- Sem consenso político para controlar gasto e estabilizar a dívida, juros tendem a permanecer altos.
- Dívida brasileira é caríssima comparada à americana, com metade atrelada à Selic e juro real de 10%.
- Debate fiscal deve dominar 2027, independentemente de quem estiver no governo.